No largo da Dinha, numa noite normal em meados do ano de 2000 houve o primeiro encontro de um grupo de rapazes que pretendiam formar uma banda. Os rapazes eram eu (Tico), Fabinho, Alan Abreu e Larriri Vasconcelos. A idéia inicial era fazer um som descontraído para ver no que dava, mas cada um no seu subconsciente sabia que queríamos mais que isso, a idéia era fazer algo novo e profissional.
Havia conhecido Fabinho através de algumas amizades em comum. Eu era o cantor de uma banda chamada Tequila Blues onde havia um baterista chamado Weider Régis que era muito amigo dele. Aliado a isso coincidentemente Fabinho era meu vizinho e jogávamos bola constantemente. Conheci Alan e Larriri quando tocamos juntos na banda Carpe Beer entre os anos de 1998 e 1999.
Eu e Fabinho nos tornamos amigos e constantemente estávamos juntos trocando idéias acerca de música. A Tequila Blues e a Carpe Beer já não estavam com muito gás e num dado momento surgiu a oportunidade de formar um som novo com os meus amigos próximos. Eles eram Weider Régis (baterista da Tequila Blues e exímio baixista), Diego Andrade (Guitarrista da Tequila Blues e Carpe Beer) e Rex Scrotus (Baterista da Dead Bilies). Fabinho também estava na barca porém ainda não tinha uma posição fixa, na verdade ele queria cantar mas eu também e esse dilema persistiu sem resolução. A banda foi intitulada de Uzácaros e fizemos a estréia num show no extinto Café e Cultura, os que estavam presentes se impressionaram com o som pois a intenção era forte, havia covers dos Mutantes, Lenny Kravitz, The Meters entre outros, tudo tocado com perfeição. Eu cantava metade das músicas e tocava guitarra, Fabinho cantava a outra metade e tocava percussão.
Decidimos mudar o nome da banda para “Radiola Groove” e assim fizemos uma apresentação no Café Calypso para pouca gente mas com som de primeira. Algum tempo depois destas duas apresentações o grupo não permaneceu unido, talvez pela falta de consenso entre posições e prioridades de cada um.
Eu e Fabinho decidimos então partir pra o ataque, tabelando as idéias com intenção de marcar o gol decidimos chamar Alan e Larriri que tocavam comigo na Carpe Beer para continuar o projeto. Eles aceitaram e como dito anteriormente estávamos lá numa noite em meados do ano de 2000 no largo da Dinha tomando uma cerveja, comendo uma acarajé e discutindo sobre a futura formação de uma banda.
A banda se formou então com Fabinho no vocal, eu na guitarra, Larriri no baixo e Alan na bateria. Logo nos primeiros ensaios sentimos que o negócio poderia render pois todos tinham afinidade com o tipo de som e muita vontade de criar algo novo. Tocávamos covers do Rage, Red Hot, Chico Science, Titãs e o que vinhesse na mente. Durante os primeiros anos da banda ensaiamos no acolhedor Estúdio Mundo, em brotas, onde encontrávamos um ambiente perfeito para expandir as idéias. Um detalhe singular era que o piso do estúdio não ficava na horizontal, era enladeirado, isto deixava o som empenado e os músicos fora do eixo central da gravidade. Não podemos esquecer de citar Dangas e Guga, proprietários do estúdio, membros da clássica banda TudoMundo e os primeiros incentivadores da banda.
A base estava formada e o nome “Radiola” sem o “Groove“ foi eleito como nome da banda. Após alguns ensaios e pela característica do nosso som sentimos a falta de uma percussão e partimos em busca de alguém adequado. O primeiro nome foi dito e certo, Felipe Kowalczuk era um rapaz que estudava junto com Fabinho e Alan na Faculdade de Publicidade da Católica. Ele já era do ramo, havia sido cantor de uma banda de funk-rock-metal chamada Cogumelos Droops e há algum tempo estava se enveredando pelo lado da percussão. Felipe curtiu a proposta da banda e foi logo incorporado ao grupo.
Após alguns meses de ensaios já tinhamos terminado nossa primeira música de nome “Radiola” e algumas outras já se mostravam formatadas como “Materfoquerbeibe” e “Astronauta”, mas a banda ainda não havia estreado, ou seja, a criança precisava nascer.
Era o ano de 2001, eu estudava na Escola de Administração da UFBA e fazia parte do Diretório Acadêmico. Com a intenção de trazer cultura à universidade decidimos retomar os famosos Bares Culturais de ADM e eu consegui encaixar a Radiola para tocar junto com a banda de reggae Mosiah no evento que aconteceria dia 17 de maio, uma quinta- feira. O show então estava marcado e a Radiola poderia nascer, estávamos ansiosos. Tudo estava correndo bem na banda e na universidade até que chega o fatídico dia 16 de maio de 2001 para colocar pimenta no acarajé da Radiola.
O momento político era nervoso, o então senador ACM estava sendo julgado num processo de violação do painel do senado federal e estava prestes a ser cassado. Nos dias anteriores diversas manifestações em prol da cassação foram duramente reprimidas pela Polícia Militar não somente na capital como também em Porto Seguro.
No dia 16 de maio os nervos estavam a flor da pele, uma grande manifestação havia sido convocada para lavar a porta da casa do então senador ACM. Na manhã deste mesmo dia foi divulgado o resultado do julgamento e o então senador teve o seu mandato cassado, esta notícia aumentou ainda mais a euforia e revolta de todos os manifestantes. Mais de 5.000 pessoas entre estudantes e trabalhadores estavam presentes e impedidos de prosseguir a manifestação por conta de uma barreira da PM colocada em pleno campus da Universidade Federal da Bahia, ou seja, a polícia a mando do então governador carlista Cezar Borges havia invadido um campus federal e estava impedindo a livre circulação de cidadãos. Após horas de negociação o pior aconteceu, alguns estudantes dentre os quais me incluo tentaram furar o bloqueio da polícia subindo uma trilha para a faculdade de direito o que desencadeou uma verdadeira batalha. Neste momento acabei sendo preso por atirar um objeto num policial que estava empurrando as pessoas de maneira violenta, mas logo fui solto quando o policial percebeu que este fato traria muito mais revolta. A briga foi dura e se estendeu por todo o campus do Vale do Canela, muita gente se feriu mas mostramos a eles que estávamos dispostos a tudo, dias depois conseguimos fazer a manifestação pacificamente e lavamos a porta da casa do corrupto ACM.
O show estava marcado para o dia 17 de maio e o D.A. decidiu não cancelar o evento apesar de toda a destruição ocorrida na faculdade. Ficamos apreensivos pois não sabíamos até que ponto este fato influenciaria no evento. Na hora marcada a faculdade estava lotada, muita gente apareceu para ver o show e resenhar sobre o acontecido. Todos os presentes testemunharam o nascimento de uma banda que mesclava o swingue do funk e o tempero do groove brasileiro com a raiva e a força do rock que estava a flor da pele naqueles dias.
A partir deste dia não paramos mais, a Radiola cresceu e muita coisa aconteceu. Começamos a tocar pelo circuito universitário e pelas pequenas casas de shows da cidade e decidimos então gravar uma demo para registrar as músicas que já estavam feitas. Foi neste momento que aconteceu nosso primeiro contato com Tadeu Mascarenhas. Tadeu era amigo de infância de Alan e Larriri e havia montado um estúdio de gravação em sua própria casa chamado Casa das Máquinas. A gravação ocorreu no final de 2001 e contou com diversas participações dentre as quais podemos destacar a de 2 percussionistas, eram eles Dudo Caribe e Germano Estácio que vinham praticando um bom trabalho com o grupo “Os Representantes da Massa”. Nossa empolgação com o resultado foi tamanha que convidamos os 2 percussionistas para continuar na banda e então a formação inicial estava completa com Tico na guitarra, Fabinho no Vocal, Larriri no baixo, Alan na bateria e os percussionistas Felipe, Dudo e Germano.
A demo foi intitulada de “Varal sem Rima” e foi lançada no dia 16 de maio de 2002 numa festa intitulada “Relembrando Dias de Luta” realizada pelo mesmo D.A. da Escola de Administração da UFBA. Continuamos a fazer shows e vimos que nosso som começava a circular pela cidade mas sofríamos com as dificuldades impostas pelo mercado musical baiano que não dava espaço a quem se propunha a fazer algo novo.
No ano de 2003 um pouco cansado de todas as dificuldades do processo e vislumbrando a oportunidade de conhecer uma nova sociedade resolvi realizar um intercâmbio internacional para uma universidade na cidade de Madrid-ES. A saída da banda foi inerente, sabia que a banda não ia parar e não queria isso. Todos compreenderam meu momento e me apoiaram na decisão e em fevereiro de 2003 fui em busca de novos horizontes no velho mundo.
Minha vaga foi ocupada por um amigo de Felipe chamado Boró que já havia tocado com ele na banda Cogumelos Droops. A banda continuou num bom ritmo de trabalho e alcançou uma considerável profissionalização com a entrada do produtor Ricardo Rosa, o evento Bar da Praia em parceria com a banda Zambotronic foi um estímulo para que a banda continuasse devido ao sucesso de público.
Ao final de 2003 regressei da Espanha cheio de idéias e certo de que a música era o grande objetivo da minha vida. Ao chegar foi bastante difícil ver a banda tocando e não poder participar daquilo que tanto me dediquei, mas não havia o que reclamar pois tinha sido uma opção minha. Passado algum tempo os laços de amizade com todos da banda persistiram até que fui chamado para ocupar o posto de guitarrista outra vez, a felicidade foi tremenda aliada a gratidão a todos e principalmente ao guitarrista Boró que compreendeu a situação. Hoje Boró vive no Capão, continua tocando e está prestes a montar o primeiro estúdio do Vale. Vida Longa ao Boró!!
No início de 2004 sofremos um desfalque, o percussionista Dudo Caribe decidiu sair da banda por motivos pessoais e seguiu seu caminho como músico na extinta banda Zambotronic. Hoje ele é um dos fundadores do coletivo de Dj’s Ministério Público e segue como um grande amigo e parceiro. Vida longa a Dudoo Dub!!
Em meados de 2004 demos início às pré-gravações para o primeiro CD da banda e recebemos a visita de Tadeu, responsável novamente pela gravação do CD. Ele gostaria de apreciar a execução da banda para um melhor aproveitamento do tempo de gravação. Ao decorrer deste processo tivemos a grata surpresa do interesse de Tadeu em entrar para o grupo. A intenção foi aceita na mesma hora e ele passou a integrar a banda como tecladista e diretor musical. A partir disso a banda passou a realizar anualmente os sagrados shows do dia 2 de Fevereiro na sua casa em homenagem à Yemanjá, sempre praticando o mesmo ritual de concentração e entrega do balaio agradecendo por todas as conquistas do ano que passou e abrindo caminho para o ano que está por vir. O primeiro disco da banda intitulado “2 de Fevereiro” foi gravado durante 2 anos no estúdio Casa das Máquinas e seu lançamento ocorreu em dezembro de 2006. Após o lançamento do disco a banda caiu na estrada literalmente percorrendo cidades da Bahia e outros estados do Brasil no ano de 2007.
No início de 2008 começamos a gravar nosso 2° disco e este processo demorou alguns meses que a banda aproveitou para reformular seu repertório visando uma nova fase de apresentações. Em meio a este processo a banda foi convidada para participar do Festival BrasilNoar que acontece a 8 anos em Barcelona-ES, a banda arregaçou as mangas e partiu para o velho continente onde também realizou uma apresentação na cidade de Madrid. Esta viagem abriu as portas da Europa para a Radiola onde seu novo disco já vem sendo tocado em rádios de cidades como Barcelona, Madrid, Vigo e Belgrado.
Todo este processo resultou na Radiola que conhecemos hoje, fruto de muita luta e perseverança a banda criou sua identidade e se encontra prestes a lançar oficialmente em Salvador no dia 17 de maio de 2009 o seu 2° disco intitulado “Gelo Liso é Paraíso Pra Quem Sabe Dançar”, exatamente oito anos após o seu primeiro show, uma coincidência muito boa. O título do disco exprime a superação das dificuldades impostas pelo mercado musical baiano e brasileiro além do ato de dançar no gelo, sem escorregar.
Seguiremos vivos e felizes por tocar e criar a música nossa de cada dia.
Vida longa a Radiola!!!!
Salvador, 14 de maio de 2009
Tico
Amigos,
Nesta quinta-feira (07/05) às 21hs a Radiola será a convidada do programa OUTROS BAIANOS da Educadora FM.
O programa Outros Baianos é apresentado pelo maestro Tom Tavares, principal responsável pela criação do Festival de Musica da Rádio Educadora e grande figura do cenário musical soteropolitano.
Neste programa será apresentado o disco "Gelo Liso é Paraíso Pra Quem Sabe Dançar" da banda Radiola que será lançado no próximo dia 17/05 no Parque da Cidade.
Os músicos Tadeu Mascarenhas (produtor musical, teclados e efeitos) e Tico (Guitarra) são os entrevistados e comentam faixa a faixa as composições da banda num bate papo descontraído.
Serviço:
O que? Radiola no programa Outros Baianos apresenta o seu disco "Gelo Liso é Paraíso Pra Quem Sabe Dançar"
Quando? Quinta Feira (07/05) às 21hs
Onde? Educadora FM - 107,5
www.educadora.ba.gov.br/radio/radio.htm - ouçam através do link também
Os tambores digitais já estão rufando. A partir desta segunda-feira (30/03), a Radiola faz o lançamento virtual do segundo álbum da carreira, Gelo Liso é Paraíso pra Quem Sabe Dançar. E a novidade chegará com toda pompa. Durante quinze dias, a banda baiana será um dos destaques do ‘Musificando’ (www.myspace.com/musificando), página do MySpace dedicada a apresentar novos artistas ao público brasileiro.
Ao acessar e clicar na foto da Radiola, os internautas serão deslocados para o perfil do grupo (www.myspace.com/bandaradiola), que recebeu novo design. Lá, todas as músicas que compõem Gelo Liso... estarão disponíveis na íntegra para serem ouvidas por um mês. Além disso, fotos e vídeos da gravação do disco e de outras apresentações também poderão ser vistos.
Sucessor do elogiado Dois de fevereiro (2005), Gelo Liso... foi produzido durante todo o ano de 2008 de uma maneira bem diferente do álbum anterior. Para conseguir uma sonoridade mais verdadeira, a Radiola gravou a grande maioria do instrumental das músicas de uma vez só, ao vivo. O momento mais maduro da banda e o clima de jam tornaram o disco mais experimental, mas sem deixar de lado a pegada rocker, a black music e os ritmos afro-brasileiros que tanto marcaram a carreira de oito anos do grupo.
Com participações de Otto (em Caminho de Roça), Lourimbau (em Calundu) e Marcela Bellas (em Samba da Opinião) e uma homenagem a Raul Seixas (na groovada versão de Tapanacara), Gelo Liso... ainda terá um lançamento especial em Salvador, com show gratuito em data a ser divulgada.
Contatos:
Uzeda: 71 8886-8929
contatoradiola@uol.com.br
www.myspace.com/bandaradiola
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From: uzeda
Date: 2009/3/5
Subject: CD da Radiola na Mão
To: Alan Abreu , casadasmaquinas, contatoradiola, Fabio Dias, germanorasta, Felipe Kowalczuk , ticolero, ticomarcos, uzeda8, Larriri Vasconcelos
| Olá pessoal, Chegou afinal o dia da grande notícia. Já encontra-se na Casa das Máquinas o tão esperado CD. Precisamos, depois da primeira emoção, reunirmos para traçar planos. Espero que gostem. Parabéns. Saudações, Uzeda (71) 9131 8929 3331 9543 |
Acabei de voltar de Salvador....
Toquei num trio com o Radiola e o Cascadura...no Campo Grande...no meio daquele carnaval!A gente tocando Gimme Shelter, Vamo Invadir Sua Praia,Sociedade Alternativa, A Queda, Me Chama, Canos, Vida Bandida, etc e tal... As ruas perplexas observavam catatônicas.
Alguns filhos de Ghandi praticavam air guitar na frente do nosso trio parecendo uma comissão de frente..rss...alguns acenavam entusiasmados...a maioria tapava as orelhas e fazia careta prá gente...prá gente ir embora...foi épico! isso não foi prá qualquer um...
Lobão - http://mtv.uol.com.br/lobao/blog/lob%C3%A3o-e-os-filhos-de-ghandi-do-rock
A banda Radiola acabou de chegar da Espanha, onde fez shows em Madrid e Barcelona. Outros contatos foram feitos e outros shows por lá já foram agendados para o próximo ano, quando a banda lançará o seu já finalizado segundo disco.
Por Ricardo Cury, Caderno Dez - Jornal A Tarde, 09/12/2008
Alô moçada,
Ja faz tempo que não escrevemos, muita coisa temos pra contar, vamos a elas:
1º - Shows na Espanha: Os shows na Espanha foram muito bons, a viagem em si foi um verdadeiro descobrimento e abriu as portas do velho mundo para a Radiola. Chegamos dia 07/11 em Barcelona, cansados de uma viagem longa fomos diretos para o bem situado Centric Point Hostal, localizado no Paseo de Gracia, uma avenida muito bonita com seus prédios antigos onde ficam os muito conhecidos prédios da arquiteruta de Gaudi presente nesta avenida, a casa Batló e a Pedreira. Entre essa ida Aeroporto - Hostall houve um período de espera que ocasionou a semi embreaguês de alguns componentes da banda que no ato da espera se deciliaram das famosas cervejas Estrellas. A primeira noite foi um pouco turbulenta, fomos a famosa Rambla do Raval ver o que estava rolando, encontramos nosso broder Pedro Punk com Carol e nossa broder Bel e entramos no Sifó, pub barcelonês onde rolava um som de primeira. Nosso caro amigo Coro de Rato fez jus ao seu apelido e literalmente beijou o chão de Barça logo na primeira noite. Enquanto isso outros integrantes desceram a ladeira a bordo do Gin Tônica. AVISO: Não bebam muito deste drink, ele pode causar distúrbios mentais e fisiológicos dando espaço para que apareça a famosa entidade "Hoo Jesus!!"
Os primeiros dias em barça foram de agilização, precisavamos comprar equipamentos para suprir as necessidades do show que seria logo dia 09, portanto começamos nossa caçada por lojas e preços baratos, ao mesmo tempo aproveitamos para conhecer a cidade e se habituar com a comida e a temperatura local que beirava uns 16 graus.
Dia 09/11 acordamos cedo e fomos passar som na Sala Apolo. Realmente uma bela Sala de Espetáculos como nunca haviamos visto, toda em madeira, acústica perfeita, lustres grandes dependurados, ou seja, clima clássico. Após passagem de som seguimos de turismo ja ligados que estariamos que estar prontos para o show as 23:30, após cervejas na praça de Gordes voltamos ao hostall para aprontes. 23:30 la vamos nós, animados por estarmos a caminho da nossa estréia na Europa além de ser o lançamento do nosso 2º disco - Gelo Liso é Paraíso Pra Quem Sabe Dançar. Clima de frio na barriga, chegamos rápido a Sala e de cara ficamos felizes, a casa estava cheia, muita gente, o ruim é que os shows estavam um pouco atrasados. Corre-corre e ajeita tudo pra ficar beleza. Os shows ferviam, a galera no camarim ja fazia as amizades, Mariela teve problema no som, Ticuqueiros tocaram bem, Cila do Côco foi um extase pra a galera, foi ovasionada, Mundo Livre fez um show na minha opnião um pouco frio, a banda sem Bactéria perdeu um pouco da força. Entramos no palco ja tarde, era 01h da manhã de segunda feira, parte do público foi embora mas ficaram na casa umas 500 pessoas. O show foi bom, curto mais bom, estavamos meio nervosos mas não chegou a comprometer. A galera curtiu bastante, a grande válvula que sempre me norteia é a aproximação do público, começamos o show e o público estava distante, ao final eles estavam bem mais perto do palco. Tivemos a participação do nosso broder e exímio pandeirista Gótico na música Samba da Opnião. Ao todo tocamos 8 músicas, pouco mais certeiro, ao final muita gente veio falar que gostou e isso que vale, finalmente missão cumprida. Após Radiola vieram Mamelo Sound System e mandaram bem no hip-hop e finalmente a apoteose aconteceu com o DJ Tudo que formou um Jam session incrivel, destilando grooves muito bons, ele inclusive ficou muito nosso amigo e estará participando das quintas do vinil em janeiro em Salvador. Depois da Apoteose fomos a procura dos paquistaneses que vendem cervejas Estrellas na rua, como diria o ditado, No Paquis, No Party!
Dia 10 acordamos de ressaca novamente pelo temido Caboclo Catalãn, uma entidade que se apossa do corpo do nosso tecladista Tadeu nas manhãs espanholas, este temido ser incorpora a lingua espanhola e destrói todas as possibilidades de sono após despertar. Acordamos bem e ja pensando no dia depois quando iriamos para Madrid, era segunda e demos um rolé para comprar equipamento o que ocasionou o individamento prolongado de diversos componentes da banda. Não poderia deixar de citar nossa refeição predileta, no Otto, uma taça de cerveja que mais parecia um balde com um sanduba de linguiça sensacional.
Dia 11 - O DIA DA AGILIZAÇÃO!
Acordamos bem e junto com nosso amigo Pedro Punk alugamos o carro, correu tudo bem, alugamos uma mercedez bombada pra 10 pessoas e umas 15hs pegamos a estrada em direção a Madrid. Na lista de presença estavam os 7 da banda mais Pedro Punk e Melissa, esposa de Tadeu, nossa madrinha e mediadora. Na pilotagem estava nosso piloto de Kart, campeão Brasileiro, o famoso Bin Laden do Kart - Tadeu Mascarenhas. Realmente Tadeu gosta de velocidade, eu que estava na frente de có-piloto rezistrei o momento que a van bateu 190Km/h, mas com muita segurança que só um campeão sabe guiar. 4 horas de viagem se passaram, estava tudo muito tranquilo quando de repente passa um carro da polícia que parecia estar atento. Após alguns segundos na nossa frente o pior acontece, as cirenes foram ligadas sinalizando que parassemos o veiculo. O medo tomou conta do carro pois Tadeu estava sem carteira de motorista, resultado, Tadeu seria levado preso para a delegacia e deveria de imediato mandar um fax com sua carteira de motorista para a espanha. Muita conversa rolou e aos poucos os policiais foram gostando da gente. Tadeu tratou logo de dizer que era campeão de Kart, o que animou os policiais, o fato preponderante foi que todos tinhamos carteira menos Tadeu e os policiais logo perceberam que na verdade queriamos que o campeão guiasse mesmo estando sem carteira. Resultado, demos cds ao policias que gostaram tanto do som ao ouvir na viatura que voltaram ao nosso carro pedindo autógrafos para suas mulheres, hahahahahahahaha, essa foi inacreditavel!!!
A chegada em Madrid foi ótima, de cara ja estavamos na Gran Via, avenida muito conhecida e central de Madrid. Fizemos contato com renatinha que prontamente nos encontrou e fomos buscar local para dormir. Tudo acertado, ficamos divididos entre um ótimo hostal e a casa de renata.
Dia 12 foi corrido, tinhamos que encontrar os caras da banda Marcatu FM, que dividiriam a noite com agente na Sala Barracudas, foi tudo muito rápido, encontramos Mankuzo (lider da banda) nas imediações da Plaza Mayor e ja começamos a articular o show, alugar van, pensar nos equipamentos, estabelecer cronograma, falar com a casa de shows, ou seja, correria. Demos um rolê pela Plaza Mayor e imediações, Viva Madrid, cidade linda!
As 20hs estavamos perdidos a caminho da Sala Barracudas, onde fariamos o show, o stress chegou a aparecer um pouco mas logo foi apasiguado pois achamos a direção certa. Kiko e Cata ja estavam na comitiva e deram um pouco mais de tranquilidade pois até o momento eu era o único habituado a Madrid.
Chegamos a Sala Barracudas e vimos que tudo teria que ser rápido, passagem de som correndo para que exatamente às 22:20 começassemos o som. O show começou com umas 10 pessoas, ao final haviam umas 50, muito bom para uma quarta feira, da mesma forma o show terminou com gente pedindo mais, tocamos apenas 1 bis pois o horário da casa é apertado. O show foi maior que o de Barça, ao todo 12 músicas, bem tocadas, o que deixou a galera de cara com nossa dinâmica. Fomos bem aplaudidos, ou seja, missão cumprida!!
O show da Maracatu FM foi muito bom, groove na veia dos garotos de recife, participação de Dirceu (Ex-Jorge Cabeleira e atual Eta Carinae) e finalizando com uma batucada Jam, com todos no palco fazendo zuada. a esta altura a casa ja estava mais cheia.
A Sala Barracudas foi o lugar ideal para nossa apresentação em Madrid, pequena, aconchegante e altamente rock, com sinuque, dardos e cerveja gelada, muito bom, ambiente agradavel, muitos brasileiros e gringos também, a noite foi bela! Voltamos satisfeitos a casa e enquantos uns dormiram outros cairam na balada Madrileña, das melhores do mundo.
Dia 13 em Madrid foi ótimo, fomos ao famoso museu Reina Sofia apreciar as obras de Dali, Picasso e Goya entre outros. Ponto Ápce (Esmerilhador): havia um filme onde se passava uma encenação da Guernica (Picasso) sendo narrada por uma mulher, com um trilha sonora pesada, muito bom. O museu é lindissimo e inovador, por fora moderno, por dentro clássico. Um belo dia que foi terminado com uma bela balada que contou com dança do ventre e um repertório dos melhores que ja ouvi, só swingue alá stevie wonder.
Dia 14, volta a barça, nossa cidade natal, correria inicial para arranjar onde dormir, de volta ao Centric Point salvador ficamos bem. Dia 15, alugamos um apê muito próximo ao Parc Guel, incrível a facilidade das coisas na europa.
A partir disso foi 1 semana de intensos passeios, contatos, descobrimentos e alegrias. Pontos altos: Visita ao museu de Salvador Dali em figueiras, ida ao Autódromo da Cataluña, Jam session do Jambori seguida do after mais louco de barcelona - até de manhã, Chupisco de Ouro, Good Mornig Vietnãããã, Chanpagneria seguida da dança de felipeta ovacionada seguida de conversas loucas em inglês num pub perdido com inglesas gente finas, filme "fabinho el Boracho", Quem Marroooooooooooooooooooooo??!!!, Quem Marroooooooooooooo???!!!! KKK
Queremos deixar aqui registrado nosso eterno agradecimeto às pessoas que nos ajudaram nessa viagem, ou que pelo menos passaram por nossa convivência: Piedro el Punk (podes crê amistad, tu é funk até o caroço!), Carol la Punk, Renata e André (equipe de apoio madrid), Ana, Kiko e Cata, a todos do festival Brasil Noar em especial a Gil Camará, aos amigos da Maracatu FM e a galera da Sala Barracudas, aos policias de Zaragoza - los guardias civiles de tráfico Jose Angez e Moyses (vocês tem lugar no céu, eu garanto!!), a João Bola - Juan de la pelota, Geraldo entretenimentos, Neia Viva - Positividade!!, Biliu e Bel (charme simpatia e elegância), Le Gótico, Rick Brainer, Natália, Nevena e amigos do apê da batucada, Dragana, Alba :) (como está la noche en tu vida?), Rita Lee e galera da night louca do Felini, Joey Ramone, Shwarma e Durum de ternura!, Paquistaneses - salvação da pátria (no paquis, no partys!!), galera do Centric Point, Otto linguiceria ou sei lá como chama, Jesus - dono do apê alquilado, Alan Hooo Jesus!!, Tadeu el Caboclo Catalan, Lala el Chupisco de Oro, Fabinho el Boracho, Felipe el coron (mais conhecido como Bel do Rap), Germano el Rasta y Tico el Chassi de Pollo.
Fotos dessa empreitada estão no www.radiola.nafoto.net
Realmente, da pra se fazer um filme!
Abraços e Beijos.
Tico por Radiola
Que pasa tioooooosssssss!!!!!!???
It's Great to be back to Barcelona Tonight!!!
Pois sim, é com muita felicidade que abrimos nosso plantão Radiola com a sitação Ramonesca gravada em plena Barcelona no seu álbum "Loco Live" para lhes dizer que a Radiola está confirmada no Festival BrasliNoar que acontecerá em Barcelona em novembro de 2008. Acabamos de ser agraciados com o edital da Secult que nos fornecerá as passagens de ida e volta a Barça, portanto, é nóis babá!! O show está marcado para dia 09 de novembro na Sala Apolo.
Além disso estamos na correria para fechar shows em outras capitais europeias, até agora o que nos parece mais viável é Londres, mas nada certo ainda, apenas suposições.
Gelo Liso é Paraíso Pra Quem Sabe Dançar em faze de finalização!!
É isso galera, o 2º disco da Radiola ja esta quase pronto e será mandado para a fábrica para que seja feita a prensagem de 3.000 cópias.
Para celebrar este momento faremos uma festa de lançamento em data a ser definida e também ja está marcada uma temporada de lançamento no verão numa casa de eventos da cidade a saber dentro de em breve.
A Radiola está com gás total!!
Então bota pra Rodar!!
Hey Ho Let's Go!!
Radiola no Myspace
Gelo liso é paraíso para quem sabe dançar. O recado vem no nome do novo trabalho da banda baiana Radiola, que está disponível no Myspace dos caras desde sexta-feira. Gravado no estúdio Casa das Máquinas, pelo produtor musical e também tecladista da banda, Tadeu Mascarenhas, o disco traz a participação quente do pernambucano Otto, e do artesão de berimbau Mestre Lourimbau. Para quem não conhece Radiola, o próprio grupo, que já tem sete anos de estrada, define sua sonoridade como um misto de funk, rock e ritmos nordestinos. Uma das novidades nas músicas recém-lançadas é o acréscimo de beats eletrônicos. Mais em: www.myspace.com/bandaradiola.
Olá pessoas!! Como estão?! Espero que bem!
A Radiola segue bem. O "Gelo Liso é Paraíso pra Quem Sabe Dançar" já está em fase de mixagem, sendo dissecado, observado, ouvido, mexido e remexido pelo nosso maestro do groove Tadeu Mascarenhas no seu glorioso estúdio Casa das Máquinas.
Estamos em fase de organização do encarte, realmente esse nome da margem a uma gama infinita de idéias de capa e estamos realmente quebrando a cabeça pra fazer uma coisa que represente a idéia do trabalho numa imagem, muito difícil por sinal.
A previsão é de lançarmos o disco em Salvador entre agosto e setembro e a partir daí percorrer o máximo de cidades possível para mostrar nosso trabalho.
Enquanto isso seguimos felizes e cantantes a espera do São João, pra tomar um licorzin e dançar um arrasta-pé.
Eita lêlê!!
Abraços.
Alô moçada, como vão todos? Espero que bem e com muita energia legal!!
Pois bem, estamos em estágio avançado de gravação e quase terminando o nosso 2º disco, ontem gravamos a participação de Messiê Otto na música "Caminho de Roça", realmente ficou foda, messiê com toda sua naturalidade soube encaixar idéias incríveis em frase bonitas, suaves ou por vezes forte, ou seja, o cara é foda mesmo, sabe como ninguém brincar com idéias e jogá-las na música. Estou escrevendo aqui numa ressaca da porra pois ontem foi uma cachaçada viola após a gravação pois seguimos direto pra dinha e depois pra a boomerang, e ai ja viu né, hehe...
O Capão. Ha, o capão. O Capão e a Radiola!!
O capão é realmente abençoado, chegamos lá na sexta pela metade do dia e fomos claro ir de banho no riachinho, aquela coisa magnífica com um visual que parece ser de filme, mas é de verdade.
A noite de sexta foi como devia ser, levamos as duas violas e diversos instrumentos de percussão para a vila e fizemos uma verdadeira tocada que deixou a galera em estágio de glória (OH Grória), vale ressaltar 2 coisas: 1º - Um bebum que tava no bar puxou diversas músicas de Raul e Alceu e fez o clima; 2º - Após ver que todos os instrumento de percussão estavam espalhados na mão de uma galera do bar felipeta deu uma declaração em alto e bom tom para todos "Atenção pessoal, estes instrumentois são da banda radiola e após o uso deverão ser devolvidos ao local de origem", sem grilo nenhum, hehe.... A noite começou com um ótimo conhaque de alcatrão comprado numa venda local, passou para o estágio sublime da abaíra com limão e mel e depois desencadeou na cervejinha geladíssima servida com primor, um verdadeiro banquete etílico.
Sábado era o dia do show, acordamos bem, algumas pessoas ficaram ressaquiadas e transitando como bonecos de pano que onde paravam caiam de acordo com a geografia do local, a exemplo de nossa pequenita Agnes Cajaíba que tomou bastante cachaça, hehehe....
Como de praxe comemos o mais delicioso café da manhã do mundo servido por diego e guirá (Guirá de Wooooooorrrld), não posso deixar de falar no beijú com banana e queijo e no suco de mamão com maracujá, especiarias realmente sublimes e diguinas de guines book.
Para marcar de vez nossa pegada nas trilhas fomos à preciosa Purificação enquanto os mais contidos pararam pela angélica mesmo, realmente uma boa subida cansativa mas válida, como sempre as coisas são assim, quanto mais difícil melhor a recompensa. A vazão estava muito forte, era uma porrada de agua que descia e deu pra ficar atrás da cachoeira, entre a pedra e a água observando aquele visu alucinante. A volta foi uma verdadeira aventura, São Pedro tratou de jogar um torozin que deixou as ladeiras incrivelmente escorregadias, meu carro coitadin pediu a morte e morreu dias depois de cansaço, passamos um verdadeiro perrengue para subir uma ladeira miseravi lá, vixe, mais tudo passou e chegamos bem e a tempo de montar o som para mandar bala no groove.
Rango feito como sempre delicioso, montamos tudo, passamos o som e deixamos a boite Danceteria Flamboyan bonitinha pra receber a galera.
Após uma boa session em casa cada um seguiu seu rumo, comemos uma pizza maravilhosa com o velho mel com pimenta e partimos para a luta com a abaíra em mãos, depois de destilarmos o conhaque de alcatrão, como diria Juan (OK Juan) o bom "duplo expresso". O capão tava agitado, teve espetáculo no circo, forrózin pé de serra e na sequência seria nóis.
Chegou a hora, começamos a tocar umas 12:30 e logo de cara a galera gostou, a danceteria inchou, a moçada groovou viola, para que tenham noção da parada foi o maior show da radiola ja registrado, todas as músicas do repertório acabaram, foi realmente lindo. Devemos agradecer de coração às pessoas que nos apoiaram, em 1º a Medinho, principal movimentador junto com germano da nossa ida, pessoa boa e atenciosa, gente fina!! Ao nosso eterno broder Juan, curtidor e técnico brodá de som exemplar que deixou o som falando bonito, coisa de profissa, valeu juan. OH Grória, quanta fartura jah!! Ao nosso irmãozin DJ Mangaio que fez o groove lá com seu ótimo repertório de dub's que deixou a galera no clima também após o show, massa real!! Ao broder Zóio sempre persente. A portuga que nos emprestou os equipamentos! Ao Broder Ricardo Sena que nos cedeu a sua casa aconchegante. Pois é isso, a todos que nos deram força para fazer este som no capão, valeu muito.
Seguimos agora felizes e cantantes para finalizar o disco.
Gelo Liso é Paraíso Pra quem Sabe Dançar
E como diria o broder Cazuza, vou estar lá em baixo com minha sandália de flanela suingando, hehe...
Abraços
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